Volta e meia sinto como se eu fosse leve, desimpedida e satisfeita.
Como o mar de manhãzinha.
Calmo.
As ondas batendo de leve na ponta dos dedos, acariciando-os.
Embora eu saiba que sou mais como o mar agitado, alvoroçado.
Com suas ondas altas e destruidoras.
Difícil de navegar.
(Ou como a água do fundo do poço; difícil de alcançar... Lúgubre.)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
No meio da fumaça ele também gostou de mim.
tudo iniciou de um nada
(que nem lembro como surgiu)
e esse nada se transtornou
virou um pouco
e o pouco - do nada -
virou um tanto
(que nem coube no bolso
nem no bloquinho de notas)
e apelamos para os degraus
da padaria - fechada.
chovia.
acendeu o meu cigarro e tragou
depois me deu
um beijo
e,
ah!
(faltou ar)
virou um pouco
e o pouco - do nada -
virou um tanto
(que nem coube no bolso
nem no bloquinho de notas)
e apelamos para os degraus
da padaria - fechada.
chovia.
acendeu o meu cigarro e tragou
depois me deu
um beijo
e,
ah!
(faltou ar)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Perfeição em três minutos.
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
I'm scared.
Queria que soubesse que o que eu mais penso é em abraçá-la o tempo todo. Quando o faço, não quero mais soltar. Estou sentindo a distância e a frieza de como as coisas estão indo, mas eu não posso deixar. É muito além de amor.
Queria que soubesse que não consigo segurar as lágrimas quando penso, mesmo que por um segundo, em eu sem você; não existe. Sou completa e cegamente dependente. E, na verdade, eu não sei se quero poder enxergar tão cedo.Queria todas as noites deitar do teu lado e te contar tudo o que tenho pra contar mas não consigo acordada. E no meio de tudo isso repetir o triplo de vezes que quando de olhos abertos o quanto te amo.
Queria poder te fazer eterna só pra essa pré-dor me deixar em paz. Tenho medo de fechar os olhos e, quando abrir, você não estar mais aqui.
Porque independente de todas as pedras que vou ter que chutar, você estará lá. Você está em todos os lugares daqui até Marte - e a volta.
(Eu estou assustada e quero que saiba.)
terça-feira, 17 de julho de 2012
Janta
Vestido pregado
cabelo preso
num coque emaranhado
toda jeitosinha
com aquele sorriso tímido
de menina,
eu a vi.
Vontade.
Conheci
amei
amou
deixou
pra
lá
que era paixão
e que
coração
apaixonado
acaba machucado.
Saudade.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
"Eu nunca gostei de coisas perfeitas, não busco coisas tão complexas assim. Ao contrário de todas as minhas colegas na infância, eu não gostava de folhas sem 'orelhas' ou completamente lisas e repleta de adesivos. Eu as amassava depois de escrever para obter um aspecto diferente, uma texturização própria e minha."
quinta-feira, 22 de março de 2012
A voz azul do que se torna mudo, o silêncio do que grita aos sete cantos. Ria.
Quebre o silêncio. Quebre as correntes. Quebre meu coração outra vez.
Você caminhava a cinco metros de distância, mas nem nas curvas fugia de meu olhar, era meu alvo, sempre fora, e sabia disso, sabia tanto quanto eu, mas escondia de mim o brilho dos teus olhos embaixo daquela lente preta barata só para não me mostrar teu medo. Teu medo de mim. Teu medo de minha mão roçando na tua nuca, de meus lábios encaixados nos teus, da minha perna subindo em tua cintura. Teu medo de sentir-se fraco outra vez na frente de uma mulher. Ingênuo, tenta desviar para uma rua movimentada, mas meu olho ainda te captura nítido na multidão. Teu cabelo macio é notório, meu querido, tua pele delicada é cintilante. Doce, teu andar desconsertado me encanta. Teus passos fujões e o movimento que os teus braços riscam no ar é muito mais sentimentalista do que imagina. É muito mais do que você me disse quando foi embora. Teus trejeitos falam mais do que a voz que sai da tua garganta desnuda, portanto, cale-se.
Quebre o silêncio e ouça o barulho incessante dos meus pensamentos. Quebre as correntes que amarram nossa distância, levando você para longe de mim. Quebre meu coração; refaça, desfaça.
Você caminhava a cinco metros de distância, mas nem nas curvas fugia de meu olhar, era meu alvo, sempre fora, e sabia disso, sabia tanto quanto eu, mas escondia de mim o brilho dos teus olhos embaixo daquela lente preta barata só para não me mostrar teu medo. Teu medo de mim. Teu medo de minha mão roçando na tua nuca, de meus lábios encaixados nos teus, da minha perna subindo em tua cintura. Teu medo de sentir-se fraco outra vez na frente de uma mulher. Ingênuo, tenta desviar para uma rua movimentada, mas meu olho ainda te captura nítido na multidão. Teu cabelo macio é notório, meu querido, tua pele delicada é cintilante. Doce, teu andar desconsertado me encanta. Teus passos fujões e o movimento que os teus braços riscam no ar é muito mais sentimentalista do que imagina. É muito mais do que você me disse quando foi embora. Teus trejeitos falam mais do que a voz que sai da tua garganta desnuda, portanto, cale-se.
Quebre o silêncio e ouça o barulho incessante dos meus pensamentos. Quebre as correntes que amarram nossa distância, levando você para longe de mim. Quebre meu coração; refaça, desfaça.
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